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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

KACECRÍTICA: R7 (portal de notícias)

Bacana, mas com muita pretensão.


Se fosse resumir o www.r7.com em apenas uma frase, seria a setença acima. O endereço da Record em questão, surgiu para fazer frente ao G1. Mas embora seja uma excelente fonte de notícias, ele lembra muito mais o portal principal da Globo do que o destinado a notícias.

Enquanto o www.globo.com faz um misto de reportagens com entretenimento, mesclando informações de noticiários com curiosidades de comportamento ou mesmo do mundo das celebridades, o www.g1.com é mais voltado as notícias propriamente ditas. Só que com um grande diferencial, existe muito mais notícias e reportagens.

Não vou entrar no mérito da credibilidade, pois acredito que cada matéria seja um caso a parte e precisaria estar por dentro de todas para dar 100% de certeza. Também não vou citar as parcialidade, pois acredito ser impossível ser totalmente imparcial. Pra mim, isso não funciona. Ao menos não com humanos.

Não sei se o entretenimento da Record é por falta de estrutura para as reportagem ou estratégia mesmo, mas o fato é que, ao menos na minha modesta opinião, R7 se encontra entre o www.globo.com e o G1 e, embora todos sejam muito bacanas, no quesito notícias, o endereço da Globo ainda faz jus de ter o número 1 em seu nome.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

RESENHAPEPI: O Mistério da Ílha (seriado)

» Título Original: Harper's Island
» Origem: Estados Unidos
» Autor: Ari Schlossberg
» Gênero: Suspense
» Duração: 13 episódios
» Ano de Exibição (Brasil): 2009
» Canais (Brasil): A&E Mundo / SBT


Confesso que estou um pouco farto de seriados sobre vigilantes superpoderosos, conspirações sobrenaturais e outras fantasias pretensiosas. Não que esses seriados sejam ruins, nem que eu não goste da temática, mas é sempre bom ver algo diferente como O Mistério da Ílha.
Porém, o mais irônico, é que a inovação desse seriado é apostar em algo simples, que em mãos menos habilidosas até soariam clichês.

A trama gira em torno de duas séries de assassinatos ocorridos em uma pequena ílha chamada Harper. A primeira, à sete anos, levou a morte de sete pessoas. Seu suposto assassino, John Wakefied, é dado como morto após um confronto com o xerife da cidade e marido de uma de suas vítmas.

É claro que este acontecimento mudou a cidade, muitas pessoas deixaram a ílha, mas sejam onde estivessem, nunca esqueceram a tragédia e nem superaram suas sequelas.


Nos dias de hoje, o casamento de um dos antigos moradores está para se realizar alí mesmo, na ílha Harper. O pai da noiva, atendo um pedido de seu genro, aluga toda uma pousada para hospedar seus convidados até o dia do cerimônia- Porém, pouco a pouco, pessoas começam a sumir e tudo indica que realmente existe uma nova onda de assassinatos ocorrendo.

Apostando no simples, O Mistério da Ílha foca no aprofundamento dos personagens. Todos, mais cedo ou mais tarde, tem seu momento marcante e eu diria até inesquecível. As vezes, até mais de um. São personagens reais, com atitudes reais. Não é difícil reconhecer-los em círculos de amizades ou mesmo si próprio.

Como todo bom mistério, há muitas reviravoltas e mesmo assim, não perdem a coerência ou o suspense. Seu final não é apenas plausível, mas ousado! Para quem conseguir captar todas as subjetividades, verá que dá para entender perfeitamente o que motivou tudo isso. Mesmo quem não concorde com essa motivação.

Em quem você confia?
Atenção! Dependendo da conexão de internet, alguns computadores necessitam que pausem o video e esperem até o completar a barra de carregamento para, só então, dar início ao video novamente.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

KACEPANDO TEORIAS: Scooby Doo em Sexta-Feira 13

Saber quem está por trás da máscara não os ajudará essa vez!

Há sete anos atrás, a agencia de detetives Mistério S.A. cobria seu último caso: os misteriosos assassinatos do Acampamento Crystal Lake. Na ílha Harper, sua cidade natal.

Todos da turma cresceram ouvindo histórias sobre o que chamavam de Acampamento Sangrento, mas somente depois de tanto tempo, graças à uma exaustiva investigação, descobriam que quem estava por trás desses crimes era Pamela Sue Voorhees.

Pamela buscava vingança pela morte de seu filho Jason. Ela acreditava que seu filho se afogou devido a negligencia de pessoas do acampamento. A mãe de Velma Dinkley foi uma de suas vitmas.

O caso acaba sem solução, muitos afirmam ter visto Pamela morrer, mas seu corpo ou o corpo de seu filho nunca foram encontrados. Após muitas lembranças vir a tona, a Mistério S.A. se separa.

Fred Jones, ex-namorado de Daphne Blake dos tempos de detetive e líder da turma, se surpreende ao saber que seu antigo amor está de casamento marcado com seu amigo Norville Roger e que a cerimonia será na ílha Harper. À convite do pai da garota, que desaprova seu futuro genro, Fred decide a reconquistar, custe o que custar.

Daphne Blake sempre sonhou com o casamento digno da fortuna de sua família, por isso não pensou duas vezes, quando seu pai propôs reservar toda uma pousada alugada só para a hospedagem e diversão de seus convidados.

Norville Roger é amigo de infância de Fred, Daphne e Velma, mas todos os conhecem por Salsicha. Após a morte de seus pais, ele e seu inseparável cachorro Scooby Doo são acolhidos por seu tio Albert.

Velma Dinkley é a melhor amiga de Salsicha. Após ser mandada por seu pai para a Vila Legal
logo após a morte de sua mãe no Acampamento Crystal Lake, essa seria sua segunda vez que volta a ílha Harper.

Jimmy Hering, mais conhecido como Ruivo Hering, é um pescador local que não poderia ficar mais contente com a notícia do casamento de Salsicha e Daphne. Especialmente porque isso significa rever Velma, seu amor desde quando se conhece por gente.

O que começa como uma festa, acaba se transformando em uma desesperada luta pela sobrevivência, quando novas mortes começam a acontecer. Testemunhas afirmam que o assassino esconde seu rosto sob uma máscara de hóquei e a policia especula a possibilidade de que Jason Voorhees seja este homem!

Atenção! Esse artigo é um exercício a imaginação, uma brincadeira misturando tramas de um desenho animado, um filme e um seriado. Logo, sem relação com a animação homônima e não-oficial produzida por RSC Filmes. Todas as imagens dessa postagem, bem como a frase de efeito do topo, fazem parte dessa animação independente.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

KACEPEPI EM QUADRINHOS: Seth Cohen, o Desenhista

Certa vez encontrei um site que me permitia criar histórias em quadrinhos baseada nos personagens do seriado OC - Um Estranho no Paraíso. Escrevi duas tramas, montei as histórias e o Tatto me ajudou na diagramação dos diálogos.

A segunda tinha um roteiro um pouco mais complexo, mas por preguiça e endereço perdido, nunca a terminei. Já a primeira, com uma página apenas de trama, estou republicando abaixo:


ATENÇÃO: Para melhor leitura, aconselho a clicar aqui:

E para que não conhece ou deseja relembrar o seriado:

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

RESENHAPEPI: O Pequeno Príncipe (quadrinhos)

De Antoine de Saint-Exupéry, adaptado por Joann Sfar.


Um piloto se perde no meio do deserto Saara e encontra um pequeno garoto que parece vir de um lugar muito, muito distante. Isto, é claro, se ele for real.

Essa história aparentemente simples é a premissa de um dos livros mais vendidos e traduzidos no mundo. Cerca de 80 milhões de exemplares entre 400 a 500 edições publicadas em 160 línguas.

Adaptada pelo quadrinista Joann Sfar e lançada no Brasil pela editora Agir, esta nova versão poda um pouco a liberdade do leitor. Esta é uma consequência de toda a transposição de um livro para outra mídia. Foi assim com o filme homônimo e é assim com os quadrinhos.

Mas assim como no cinema, este Pequeno Príncipe é compensado com outra arte. Nesse caso, belíssimas ilustrações que parecem misturar o tradicional Hergé com o brasileiro Grampá.

Apesar de toda reinterpretação ter um olhar pessoal, o texto mantém-se fiel ao livro, mais até que o longa co-estrelado pelo Gene Wilder. A linguagem culta, porém sem exageros, continua lá. Não quero estragar a surpresa para quem nunca teve contato com a obra, mas vale muito a pena, seja em que mídia for!

Por mais que seja uma publicação de 2007 e não seja concebida originalmente nesse formato, com isso não ter conquistado a mesma importância histórica de Wachtmen, A Noite em que Gwen Stacy Morreu, O Cavaleiro das Trevas ou tantos outros títulos de renome, na minha opinião e sem sombra de dúvidas O Pequeno Príncipe é a melhor história em quadrinhos de todos os tempos!

Você se lembra?

sábado, 12 de setembro de 2009

KACECRÔNICA: A Odisséia de um Beijo

Dizem que o primeiro beijo é inesquecível, mas por muitas vezes penso que o mais correto seria dizer que os primeiros beijos são inesquecíveis. Estranhamente, sempre lembramos de uma forma diferente.


Meus primeiros contatos com lábios femininos se deram na pré-adolescência, tradicionalmente através da famosa brincadeira de médico e a mais divertida de todas: verdade ou conseqüência. Também chamada de verdade ou desafio, diga-se de passagem.




Até aí, nada de anormal. Como todo bom nerd, minha vida afetiva não era lá muito ativa, mas ao menos eu tinha uma vida afetiva. Porém, tudo mudou quando aquela festa aconteceu... Está bem! Não mudou muita coisa, mas a festa que descreverei a seguir realmente me marcou, tanto quanto meu primeiro beijo.


Aquela festa foi um das minhas primeiras à noite e sozinho, sem a supervisão de alguém mais velho. Na época, eu ainda me vestia de acordo com o que escolhiam para mim. Claro que com meu total apoio.


Então, vestido como um clichê, chego à casa do anfitrião e, como era de se esperar, muita coisa acontece, mas... Como acredito ter um sério problema de memória, não faço ideia de como passei o tempo. Imagino que me divertindo e interagindo com colegas de aula. Provavelmente sem grandes investidas amorosas, ainda era muito tímido para essas coisas.


Passado algum tempo, resolvo ir ao banheiro. Como na festa havia apenas um banheiro, tanto para homens, quanto para mulheres, acabo me deparando com uma fila quilométrica.


Mas enquanto alguns garotos pensavam em se aliviar em vasos de flores, lindas garotas conseguiam, sem muitos esforços, passar à nossa frente. Algumas mais de uma vez. Tudo, apenas com um charminho no ouvido dos rapazes.


E de algum modo, inexplicavelmente, aquilo me entusiasmou. Adoraria ter o poder de conceder, ou não, o pedido de uma bela jovem. Perdido nesse pensamento, percebi que chegara a minha vez graça a uma suave e maliciosa voz sobre meu pescoço:


- “Se importa se eu for antes?”.


Certas horas eu sinto saudade da minha timidez. Por mais que eu quisesse dizer que faria tudo que, ela, uma ruivinha linda quisesse, tudo o que conseguir dizer foi:


- “Desculpa, mas eu já estou na fila a um tempão e...”.

Se já não estava raciocinando direito, surtei de vez ao ver aquela menina de micro-saia tentando pela terceira vez brincar de sedução para, sei lá, retocar sua maquiagem. Como sou baixinho, ela fez questão de se abaixar e dizer com uma voz suave e um tanto manhosa:


- “Puuur favooor!”.


Pela primeira vez da vida, eu tinha o poder de fazer uma garota jogar seu charme em mim e não estava disposto a desperdiçar:


- “Bem, se quiser pode dividir comigo.”.


É obvio que ela disse não, minha surpresa foi não ter levado um tapa. Rapidamente, entrei e fechei a porta. No que eu estava pensando? Aliás, eu estava pensando? Que mancada a minha! Que estúpido! Que impulsivo! Que...


- “(...) danadinho, hein?!”

Era ela, do outro lado da porta. E pelo tom, eu tinha que fazer mais uma investida. Abri a porta e tentei:

- “Tem certeza que não quer entrar? É sua última chance, gatinha.”


Era a primeira vez que eu chamava alguém de gatinha e, pelo seu sorriso, tinha dado muito certo.


Sem falar nada, ela acenou um até breve para suas amigas e entrou. Esqueça meu eu galanteador que recém descoberto! Dentro do banheiro, voltei a ser o mesmo tímido de antes. Com um grande agravante, estava mais nervoso que nunca.


Porque grande? Simplesmente porque meu corpo reage externamente a meu nervosismo interno. Se a coisa piorasse, eu teria crise de tosses, meu rosto ficaria vermelho e começaria a coçar. Engraçado, esta é a primeira vez que revelo isso. Bom, talvez segunda, mas não vem ao caso.


A deixei a vontade para ser a primeira, afinal o meu intuito já tinha conseguido: ficar a sós com uma garota alí dentro. Mesmo que a moça apenas retocasse seu batom, ninguém de fora iria saber o que realmente aconteceu naquele banheiro.


Ela, vestia uma camiseta preta que lhe proporcionava um belo decote e uma saia evasê azul claro, estilo bailarina, mas muito antes disso ser moda. E como toda mulher, carregava uma bolsa, que deixara sobre o cômodo da pia.

Seus cabelos eram alaranjados e seus lábios estavam umedecidos. Seus olhos eram claros, mas não lembro se eram verdes ou azuis. Tinha um rosto meigo e, apesar de mais alta e com curvas muito bem distribuídas, tinha o corpo pequeno e delicado.


O banheiro, por ser bastante espaçoso e ter piso xadrez, poderia se dizer que lembra muito um da casa de uma prima minha, mas isso também não vem ao caso.


O fato é que, encostado na parede e a uma considerável distancia, presenciei a moça cobrir o vaso com papel higiênico, baixar sua calcinha, levantar a saia e sentar sem pudor algum.


Se ainda hoje, é embaraçoso revelar, assim, de forma tão transparente, na ocasião não era diferente. Pois lá estava eu, encostado na parede, não conseguindo pensar em outra coisa além de conter uma crise nervosa que estava prestes a vir à tona. Do outro lado ela, especialmente linda e ligeiramente alcoolizada, sem tirar os olhos de mim, nem dizer uma só palavra.


E assim ficou, por um bom tempo, quando finalmente resolveu falar:


- “Você vai ficar aí, olhando para mim?”.


Eu queria ter a respondido, queria ter me virado de costas, queria até mesmo ter aproveitado melhor a sensação. Mas naquela época, qualquer nervosismo mínimo que fosse eu já entrava em crise. Meu esforço para parecer normal era tanto, que embora estivesse bem, o único modo de manter isso era continuar calado e o mais imóvel possível.


Do ponto de vista dela, isso com certeza deveria me garantir uma cara séria e talvez oportunista. Esta nunca foi a minha intenção, aliás, eu já não sabia qual era a minha intenção com aquilo tudo.


Desconfortável e ainda zonza da bebida, insiste mais uma vez:


- “Poderia virar de costas, por favor? Assim eu não consigo...”.

Então ela dá uma pequena pausa e diz algo totalmente inesperado e inesquecível:


- “(...) assim você me deixa muito excitada.”.


Eu mal podia acreditar no que acabara de ouvir, eu se quer podia lembrar de passar mal, eu simplesmente olhei em seus olhos, sorri e esperei sua reação, suas novas falas:

- “Puuur favooor! Eu preciso ir, meu namorado está esperando.”.


Aquela situação também estava me excitando, lógico. E como dizem por aí que em time que está ganhando não se mexe, a deixei falar:


- “Você está sendo muito malvado! O que você quer de mim? Fala alguma coisa!”.


A cada fala, ela parecia ficar ainda mais linda e, por esse motivo, devo dizer que o que contarei a seguir é um tanto revelador. Pensei muito se deveria ou não me abrir assim, mas não acho certo esconder parte dos acontecimentos. Até porque, inevitavelmente, isso influi diretamente no desfecho e razão de tudo isso.


Atenção! A partir de agora, escrevei em amarelo para todos aqueles que não ousarem ler algo tão intimo, possam continuar a par dos acontecimentos mesmo pulando detalhes. Basta descer um pouco mais no texto.


Antes de tudo, eu tenho uma confissão a fazer: durante anos de minha vida, eu não usei roupa íntima. Questão de incompatibilidade física. Como não sou um cara grande, achar algo que não ficasse grande atrás ou, principalmente, apertado na frente era uma tarefa homérica.


Gostaria de dizer que a Teoria do L é verdadeira e, com o perdão da linguagem, dizer que todo baixinho é realmente muito bem dotado, mas como não tenho e nem pretendo ter referenciais, tudo pode ser mera ilusão.


O fato é que, naquele momento, no auge da minha puberdade, eu realmente não me adaptava a peças íntimas. Sendo assim, estava difícil esconder meu entusiasmo com uma garota seminua declarando-se excitada comigo.


Ela não falou muito mais do que já tinha dito. As pessoas já batiam na porta enquanto eu a ouvia dizer de como se sentia submissa daquele jeito e como isso a estava deixando louca. Pela cara de danadinha, eu sabia que era no bom sentido.


Foi então que seus olhos fixaram-se na minha cintura. Percebi que já não escondia entusiasmo nenhum, estava visivelmente excitado. Extremamente visível.


Poucos segundos bastaram para ela mudar completamente de atitude. Virou seu rosto ruborizado para o lado e com o canto de seus olhos claros ficou me olhando, como quem não queria olhar.


Tomado pela confiança, já me sentia a vontade ao ponto de fazer graça, alfinetando a atitude da, até então, garota de atitude.


Já havia perdido a conta de quantas pessoas gritavam impacientes, do outro lado da porta, quando minha desconhecida amiga toma uma atitude impulsiva. Levanta-se já se vestindo e se recompondo, pega algo em sua bolsa, dirige-se até mim, se baixa e, olhando diretamente nos meus olhos, diz com um sorriso tímido:


- “Ok, você venceu!”.


Em seguida, ela segura em minha mão e puxando meu braço, escreve na palma seu número de telefone e seu nome, Renata.


A garota então me beija. Não foi um grande beijo, nossas línguas não se tocaram. Talvez por ainda ser inexperiente nessas coisas, mas foi, com toda certeza do mundo, deliciosamente demorado e intenso.


Renata, sem afastar seus lábios de meu rosto, dirige-se até meu ouvido e diz:


- “Me liga, gatinho!”


Enquanto eu olhava novamente para minha mão, a garota da saia de bailarina verificava se seu namorado não lhe esperava do lado de fora do banheiro. Com o caminho livre, ela me chama e saímos juntos. Mas não por muito tempo.


Junto com suas amigas, Renata faz sinal para que eu não as seguisse, apenas ligasse outro dia. A festa continuou, mas eu fui embora pouco tempo depois de vê-la beijando seu par. Ainda era muito novo para lidar com esse tipo de cena.


Não lembro de ter contado a ninguém essa minha odisséia de um beijo inesquecível, nem mesmo para meus amigos mais próximos. Na época minha auto-estima não era lá essa coisa e em minha cabeça, ninguém acreditaria.


É claro que tentei marcar alguns encontros, mas pelo telefone, Renata não era a mesma pessoa que conheci na festa. Porém, com o distanciamento que o tempo me permite, talvez seja melhor dizer que eu é quem não era o mesmo cara que mostrei ser quando estávamos a sós.


Muitas festas se passaram e até hoje, quando tenho oportunidade, repito o mesmo convite fiz naquela festa. Não tenho conseguido a mesma sorte. Talvez por isso, o beijo tenha me marcado tanto.


Em tempo: E você, ainda lembra das odisséias e momentos tão especiais de sua vida?

domingo, 30 de agosto de 2009

Sugestões Óbvias Anti-Estrangeirismo


Infelizmente a nossa língua vem sendo inundada por dezenas de palavras estrangeiras que não tem outra explicação além do modismo. Há um pensamento geral de que expressões ganham melhor significado se escritas em outra língua.

Mas imagine que exista um personagem, um super-herói, com o nome Electric Broom. Certamente muitos achariam um bom nome, afinal tem uma boa sonoridade, mas como levar a sério um cara que se chama "Vassoura Elétrica"? Sim, tenha certeza que em inglês, esse herói é tão ridículo para um americano como seria para nós, em português.

Embora nem todo estrangeirismo seja mal visto, devido a enchurrada de exemplos vindo da mídia, do comércio e principalmente da boca dos jovens desta geração, farei uma breve lista de alguns exemplos que poderiam facilmente serem escrito em nossa língua natal.

Nem todos são necessários, mas aqui vão eles:

Entrega: Delivery.
Oficina: Workshop.
Pessoal: Personal.
Pausa: Break
Intervalo: Pausa, para os anti-estrangeirismo mais radicais.
Retorno: Feedback.
Bagagem: Background.
Conjunto: Kit.
Perfil: Profile.
Recado: Scrap.
Entrar: Join.
Seguir: Follow.
Postagem: Post.
Jogo: Game.
Controle: Joystick.
Carregar: Fazer "upload".
Baixar: Fazer "download".
Salvar: Fazer "backup".
Conexão: Link.
Endereço: Site, E-mail ou Link, dependendo do contexto.
Beleza: Ok. Podendo ainda abreviar para "blz".
Certo: "Blz", para que não gosta de gírias e nem de abreviações.
Valeu: Thanks.
Obrigado: Valeu, para que não gosta de estrangerismo e nem de gírias.
Bizarro: Freak.
Tosco: Trash.
Sensual: Sexy.
Diabético: Diet.
Leve: Light.
Dietético: Diet ou Light, dependendo do contexto.
Teste: Test drive, dependendo do contexto.
Voltinha: O mesmo teste, mas de forma mais descontraída.

São termos simples, óbvios e cada vez menos usados hoje em dia. Bizarro, não?